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Comi toda a nutella da casa

Esse episódio aconteceu em janeiro de 2011, quando eu estava fazendo um estágio em Offenburg, na Alemanha, e por pura distração, acabei comendo o pote inteiro de nutella da família que me hospedava.

 

Eu me mudei pra Offenburg em outubro de 2010. Nos 3 primeiros meses dividi um apartamento com dois alemães e estava tudo ótimo, tirando este pequeno detalhe: nós não tínhamos internet em casa. E naquela época eu também não tinha um smartphone. Ou seja: isolada do mundo. Os alemães só enrolavam na questão da internet. Falavam que já tinham ligado pra cia telefônica, que logo teríamos internet e bla bla blá. Sem esperança de um final feliz resolvi me mudar.

 

Por sorte encontrei uma família, que morava em uma casa e que dentro desta casa existia um apartamento de 2 quartos, um banheiro e uma cozinha. Em um dos quartos morava um estudante da Jordânia e o outro estava livre. Perfeito!

 

O dia da mudança chegou: natal de 2010. Eu deveria entrar no apartamento dia 1º de janeiro, mas como eu ia viajar no natal e na virada do ano, fiz minha mudança já antes do natal. Levei todas as minhas coisas pro apartamento novo, recebi uma chave da casa e parti pra viagem. A família e o estudante que morava lá também iriam viajar, ou seja, quando eu entrasse no apartamento em janeiro, eu estaria completamente sozinha na casa.

 

E assim foi: natal foi lindo, virada de ano em Londres foi linda e eu voltei pra casa dia 3 de janeiro. Cheguei no apartamento e comecei a desfazer minhas malas, arrumar meu quarto novo e limpar a cozinha, que parecia que tinham explodido uma bomba nela. Liguei música no máximo e comecei a esfregar tudo! Essa foto do meu quarto foi tirada naquele dia.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Como eu tinha acabado de voltar de uma viagem longa, tinha uma montanha de roupas pra lavar. E foi aí que dei um passo em falso. A máquina de lavar roupa ficava fora do meu apartamento. Imaginem um apartamento dentro de uma casa gigante. Fui levar minhas roupas pra lavar e sem querer fechei a porta do apartamento. Aqui na Alemanha as portas de entrada de apartamento não podem ser abertas por fora sem uma chave. Eu estava morta de cansada da viagem, já tinha limpado toda a cozinha e estava sonhando com um jantarzinho quentinho no meu apê novo. Mas nada, fiquei trancada pelo lado de fora do apartamento! E pior: todo mundo estava viajando! Mas até quando? Eu não tinha noção de quando a família iria voltar pra casa. A minha sorte era que eu ainda estava dentro de casa!

 

Mas era muito azar também. Depois de tantos aborrecimentos no apartamento antigo, finalmente eu tinha agora um quarto com internet. E fico presa pra fora logo no primeiro dia? Sentei na escada na frente do apartamento e esperei. E eu não tinha nem como ir na casa de algum amigo, por que se eu saísse e fechasse a porta de entrada da casa, daí sim que eu ficava presa pra fora de vez. E estava nevando horrores lá fora e eu estava de havaianas, claro. Então esperei mais um pouco. Dormi sentada. E esperei mais, até que a fome e a deprê bateram.

 

Fui na cozinha da família dar uma olhada se eu achava qualquer coisa pra comer. E foi então que encontrei ele: um pote de 500 g de Nutella. Já que eu já tava na me*# mesmo, não é?

 

Peguei o pote de nutella e uma colher e sentei de novo na frente da porta do meu apartamento. E comecei a comer a nutella, chorando, pensando na minha vida azarada. (Não, eu não vou contar quanto de nutella ainda tinha no pote!)

 

Quando eu já estava quase acabando, chega meu futuro colega de apartamento. Nem sei se eu fiquei feliz na hora, por que a vergonha era tanta! Eu lá, com o pote de nutella roubado quase acabado, de havaianas e meia e com cara de choro. E foi assim que nós nos apresentamos e ele abriu a porta pra mim. No total foram umas 6 horas perdidas da minha vida, que fiquei lá esperando e/ou comendo nutella.

 

No outro dia fui comprar um pote de nutella novo pra família e agradecer por terem deixado aquele pote de 500 g quase cheio especialmente pra mim em cima do balcão.

 

Você também já passou por uns perrengues parecidos? Conte a sua história aqui embaixo!

 

 

Autora: Fabíola Testoni

17/12/2016

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