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Engordei muito na Alemanha

E que atire a primeira pedra quem nunca engordou na Alemanha! Vou ser bem sincera: eu engordei 10 quilos no período que fui au-pair na Alemanha. E agora vou explicar o porquê, pois a gente sempre encontra uma desculpa.

 

Os primeiros três quilos vieram nas semanas esperando meu visto. Como conto neste post, quando eu dei entrada no meu visto para vir pra Alemanha, eu já tinha trancado a faculdade e parado de trabalhar. Então lá estava eu em casa, sem trabalhar e sem precisar ir pra aula. Continuei fazendo curso de alemão, claro, mas em 99% do meu tempo eu estava lá, nervosa, comendo e pensando no meu visto. Este por sinal, demorou umas 5 semanas para chegar. Eu queria ir o mais rápido possível pra Alemanha e estava muito preocupada que alguma coisa poderia não dar certo. E como todo mundo sabe, chocolate ajuda a aliviar as tensões.

 

Bom, o visto chegou, as passagens foram compradas e eu cheguei enfim em Frankfurt. A minha família hospederia era muito legal comigo, mas como era de se esperar, o período de adaptação não foi nada fácil. A comida, as pessoas, o clima, a língua, as coisas, tudo era diferente. E o meu maior problema: eu passava fome. Eu venho de uma família italiana, acostumada a ter muita comida na mesa, carne e feijão não podiam faltar um dia. A minha família hospedeira comia muito pouco e eu tinha vergonha de comer muito na frente deles. No café da manhã tinha pão e chá (chá?). Tá bom, eu até podia preparar um café pra mim, mas só comecei a fazer isto depois de uns 5 meses lá. No meio da manhã eu devia dar um pedaço de fruta pra bebê que eu cuidava e claro, podia comer com ela. Mas a fruta geralmente era pera, maçã ou tangerina. Sinceramente, quando eu como maçã eu só sinto mais fome ainda. Tudo bem, calma, logo chegaria o almoço:pão com presunto e queijo. Como assim pão no almoço? Cadê o feijão? Cadê o macarrão? Cadê a carne? E ainda por cima, a mãe das crianças comia uma migalha de pão! Como é que eu iria chegar lá e comer 3 fatias de pão? Never! Comia uma no máximo uma e ia pro meu quarto morrendo de fome.

 

E é aí que morava o perigo. Logo depois do almoço eu ia para o meu curso de alemão. Esse era o momento que eu tinha só para mim, longe das crianças, longe da família, longe da tensão de tentar falar alemão corretamente, longe das regras da casa, longe das pessoas que comem pouco. E o que eu fazia? Passava no supermercado e comprava uma barra de chocolate, a qual eu devorava no metrô antes de chegar na escola de idiomas. Depois do chocolate, tudo estava bem e eu ficava feliz.

 

Às 19 h mais ou menos jantávamos e aí enfim, comíamos comida quente e eu saciava um pouco a fome que passava o dia todo. Depois do jantar eu ia para o meu quarto: de novo aquele momento só pra mim. Meu quarto, minhas regras. Ali de novo eu atacava o chocolate. Não mais por que estava com fome, e sim pra espantar um pouco a depressão. Preciso deixar claro que a família nunca me proibiu de comer qualquer coisa. Mas eu demorei muitos meses pra começar a me sentir a vontade a ponto de ir no meio da tarde na cozinha e pegar alguma coisa da geladeira.

Com essa rotina corrida de cuidar das crianças e estudar alemão, acabei também não fazendo quase nada de esportes. Com o passar dos meses, as minhas calças não serviam mais e começou a bater o desespero. E aí o que eu fiz? Dieta? Claro que não! Chocolate! E na época de Natal ainda tinham essas minhoquinhas de açúcar que são vendidas aqui nos mercados de Natal.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Então meninos e meninas, muito cuidado com a alimentação quando chegarem na Alemanha. Aqui tudo é mais gostoso, os chocolates, as tortas, os sorvetes, as cervejas. E aí quando bate a deprê qual é primeira coisa que fazemos? Uma barrinha de Milka só pra ficar mais feliz não é mesmo? “Só hoje!”. Sejam fortes! Se estiverem deprimidos ou precisando de qualquer ajuda, entrem lá em Eu te ajudo e me escrevam!

 

E aqui sou eu, na esquerda uns dias antes de começar o processo de vir pra Alemanha e na direita depois de ter comido uma tonelada de chocolate.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Você também passou por algo parecido quando chegou na Alemanha? Conte a sua história nos comentários abaixo!

 

 

Autora: Fabíola Testoni

05/12/2016

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